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Nome:
Grupo Coral e Etnográfico "Cantares de Évora"

Fundação:
Junho de 1979

Actuações:
Por todo o País e Regiões Autónomas da Madeira e Açores e meios de comunicação. No estrangeiro em Cuba, Rússia, Arménia, Tunísia. Gravações em colaboração com diversas entidades.

Traje:
Trajes diversos identificando vários extractos da sociedade nos anos 40/50 do século XX.

Edições:
Uma "cassete" audio em 1986.

Mestre:
Joaquim Soares

Responsável do Grupo :
Joaquim Soares

Contactos:
Rua Simões Paquete, nº 2
Malagueira
7000-706 ÉVORA
266 705 210
966 106 410

Músicas:
Que inveja tens tu das rosas
Quando a neve apareceu
Pelo toque da viola
O lampião
Erva cidreira
Moreninha alentejana
Menina que estás à janela
Fui à lenha
A vinda do rei
Morena de raça
A vinda do Rei a Beja

 

Grupo Coral e Etnográfico "Cantares de Évora"


Actividades

O Grupo Coral, além de cantar o Alentejo, tem vindo a reunir na sua sede própria, situadas nos antigos celeiros da EPAC, no núcleo histórico da cidade de Évora, uma colecção de alfaias e utensílios utilizados nos trabalhos do campo bem como peças do traje etnográfico que constituiem um pequeno museu rural. Na sua sede o grupo dedica-se, também, à gastronomia servindo refeições para grupos de pessoas com marcação e, na maior parte dos casos, com uma actuação do Grupo Coral no final do repasto.

O Grupo Coral e Etnográfico "Cantares de Évora" foi condecorado com a medalha de mérito municipal "Classe de Ouro"

Numa Homenagem da Cidade de Évora a Instituições e Cidadãos, no dia 29 de Junho de 2004, no DIA DA CIDADE, o Grupo Coral “CANTARES DE ÉVORA”, foi agraciado com a Medalha de Mérito Municipal “Classe Ouro”.

Esta sessão realizou-se no Palácio D. Manuel II, presidida pelo Sr. Presidente da Câmara, Vereadores e diversas individualidades da Cidade de Évora.

O Grupo Cantares de Évora foi fundado em 1979, com o objectivo de preencher na cidade de Évora um “Espaço Cultural” dedicado ao Coral Tradicional do Alentejo.

O seu repertório é preenchido por “Modas Antigas”, mantendo toda a fidelidade ao cancioneiro Tradicional, não sendo feitos quaisquer arranjos nem alterações às músicas nem aos poemas, sempre de origem popular.

Tem a particularidade de ser um Coral misto, contando hoje com cerca de 25 vozes. Durante as suas actuações o Grupo exibe igualmente os trajes tradicionais do Alentejo, representa com rigor o modo de vestir dos vários estratos sociais e profissões dos anos 40.

Tem prestado uma colaboração incansável nas muitas solicitações a que é convidado para enobrecer com o Cante Tradicional as muitas representações oficiais e não só que visitam a Cidade de Évora.

Cantar o Alentejo a descer o Nilo

Fundador e presidente do Grupo de Cantares de Évora desde a sua fundação, Joaquim Soares revela que, para além da música e da etnografia, este grupo tem diversificado as suas áreas de interesse. Primeiro foi a gastronomia – são responsáveis por um restaurante localizado nos antigos celeiros da EPAC – agora são as viagens pelos quatro cantos do Mundo.

“Achamos importante descobrir outros horizontes e começámos a promover viagens a vários pontos do globo. O ano passado estivemos no Egipto e cantámos os nossos temas a descer o Nilo num daqueles hóteis flutuantes. Foi algo de extraordinário”.

Nascido em Beja em 1944, radicado em Évora desde os 30 anos de idade, Joaquim Soares cresceu embalado pela música tradiconal: Na zona onde morava, no Largo do Carmo, havia meia dúzia de tabernas onde se juntavam muitos homens ao final do dia. Depois do trabalho reuniam-se ali e ali cantavam. Vivi todo esses ambiente enquanto miúdo”.

Era também o tempo em que, logo pela manhã, muitos trabalhadores rurais atravessavam a cidade em direcção aos campos das cercanias de Beja. E, enquanto se deslocavam “entoavam modas que primeiro se ouviam muito ao longe, depois ganhavam volume quando passavam pelo Largo para depois se esvanecerem com o nascer do dia”.

Todo esse “colorido sonoro” ficou-lhe registado na memória. Mais tarde, já em Évora, assiste a um serão cultural promovido por um músico alemão de Jazz que, no final da actuação, pergunta se alguém na assistência sabia cantar alguma coisa do folclore alentejano. “Não fomos capazes de cantar um único trecho de princípio a fim, apenas aquelas coisinhas soltas que todos conhecem. Fiquei com um sentimento de culpa. Isto foi em 1976, em 1979 estava a fundar o Grupo de Cantares de Évora”, recorda Jaoquim Soares.

No ano em que comemora 25 anos de existência, o grupo prepara-se para editar o primeiro CD, cujo lançamento está previsto para o próximo Verão. Entretanto, estão a levar a vários pontos do País um espectáculo onde se reúnem em palco com a Ronda dos Quatro Caminhos e a Sinfonieta de Lisboa. “Quando as coisas são apresentadas com qualidade, o público aceita e adere ao espectáculo. Quando as coisas aparecem deturpadas, sem rigor, o público desliga”.

Luís Maneta, Jornalista,
Diário do Sul – 30 de Abril de 2004

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